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​Onde Andas?

This song is by Fidbek and appears on the album Erro Musical (2003).

Ainda te procuro, por ti salto muros
Enfrento ponta e molas no escuro
Desde que me levanto com o dia já a meio
De boxers pra banheira
Fecho os olhos, toco uma no chuveiro
É por ti que gasto dinheiro
E bebo muito
A casa ganha pó e agora como é que eu cozinho?
Senti-me importante na realidade, eu um inútil
Agora reconheço o teu sorriso quando dizia algo fútil
Curtia-te e curto-te tútil
Onde é que tu andas?

Eu fodo meio mundo se te cheiro noutras camas
O egoísmo asfixia, perdoa este filho-da-puta
Player de merda, culpado de traição
Toco na mão, falo sozinho p'ro cão
Vida sexual são duas horas de televisão
Renda de um milhão e cérebro anão
Arrependido por ter insultado a família e deixar a origem
Arrependido por ter sido o primeiro e único a chamar-te virgem
E os copos ainda me restringem o comportamento
Parvo aínda assim eu não acabe
E agora sinto o frio e o vento como um homem calvo . . .

Onde andas? Eu ainda te procuro
Co'a polícia cego sem visão do futuro
A vida deu-me um murro agora ando sozinho
Perdido em merdas putas vinho

Cativaste-me à primeira um olhar com a letra inteira
O termo solitário, envergonhado pelo despertar
Agora o que é que eu faço, não te vejo não consigo
É por ti que infesto esse ...
Imaginar-te é dicotómico
Odiar-te é irónico
Um gajo sem idéias comovido sem matrimónio
A minha vida é tudo o que tenho, mas a minha vida eras tu
És como a rima sem rimar, és única, és só tu
Passar os dias sem par
É indiferente não quero andar
Sentado nesta cadeira escrevo merda p'ra continuar
Eu já não penso, 'tou em branco porque só tenho uma idéia
Onde é que tu andas?

Eu por ti queimo esta cidade e a aldeia
Todo o pó de meia
Ponho uma bomba na assembleia
Cuspo p'ra platéia
Vês a idéia?
Sentir-me morto, mas ter que nadar nesta água
Tudo é pouco p'ra se sumir a umas simples palavra
E aquele aperto sufoca-me quando olho p'ro lado na cama
Quando uma gota se gasta e cai em pânico
Sentimento plástico é o que eu tenho por outras gajas
É tudo um holograma
Porque sou o único que te ama

Onde andas? Eu ainda te procuro
Co'a polícia cego sem visão do futuro
A vida deu-me um murro agora ando sozinho
Perdido em merdas putas vinho

Mãe tira-me deste filme, tenho saudades tuas
Hipócrita à noite, ainda sonho com gajas nuas
Podres de boas, dentes como vampiros
Que me sugam a alma com propostas
De álcool e penetrações profundas
A culpa não é das bundas, a culpa é minha
Por querer controlar o mundo
Esqueci-me da minha casa, esqueci-me da minha
Agora controlo sozinho a sala e a cozinha
Reparto-me sem ti, a cama está mais vazia
Mas quem me arruma a cama ainda á a vizinha
E ela desarruma
Perdida na bruma
E ainda é por ti que eu sozinho toco uma
E tu és como nenhuma
A rainha desta espuma
Embaraço-te com piadas sobre algo inocente
Tu és o universo, eu quero ser o teu continente
Um país, uma localidade que escreve o teu código postal
Eu mudava por ti, eu convertia-me ao comercial
Se isto é fictício, não sei se preciso saber
Exactamente se o que digo é mesmo
Por isso fujo para abstrair e acabo por ti preso

Onde andas? Eu ainda te procuro
Co'a polícia cego sem visão do futuro
A vida deu-me um murro agora ando sozinho
Perdido em merdas putas vinho

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